Acontece no Gacc

Elber Batalha se propõe a criar projeto em prol dos pacientes com anemia falciforme

O vereador Elber Batalha recebeu representantes da diretoria do GACC na Defensoria Pública de Srgipe, conheceu as necessidades e dificuldades enfrentadas pelas crianças e adolescentes que têm anemia falciforme e se comprometeu em criar um Projeto de Lei municipal para beneficiar os pacientes com a passagem livre no transporte público de Aracaju. Sendo que crianças e adolescentes terão direito ainda a um acompanhante. O projeto vai beneficiar ainda adultos com a doença também.

Cerca de 110 crianças e adolescentes de Aracaju têm anemia falciforme. O GACC está acolhendo atualmente 8 pacientes. “O passe livre vai ajudar muito no tratamento desses pacientes que muitas vezes não têm condições de se locomover para fazer o tratamento que necessita”, explica a assistente social do GACC, Ana Elisa.

“Vamos levar o projeto para a Câmara Municipal de Aracaju e pedir apoio dos colegas para que ele seja aprovado”, disse o vereador Elber Batalha.

Anemia falciforme é uma doença hereditária caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue, tornando-os parecidos com uma foice, daí o nome falciforme. Essas células têm sua membrana alterada e rompem-se mais facilmente, causando anemia. Mais de 100 crianças e adolescentes que têm a doença em Aracaju são acolhidos pelo GACC e Avosos.
Enquanto o GACC tem 8 acolhidos cadastrados, a Avosos tem 104, entre pacientes de 0 a 18 anos.

Anemia falciforme é uma doença hematológica hereditária monogénica, caracterizada pela produção anormal de hemoglobinas, entre as quais a mais comum é a forma HbS (de Sickle, foice), que sob determinadas condições de desoxigenação, polimeriza, deformando as hemácias, que assumem uma forma semelhante a foices, causando deficiência no transporte de oxigénio e gás carbónico e outras complicações, nos indivíduos acometidos pela doença.

Por esse motivo, a anemia drepanocítica é também conhecida por anemia falciforme. Do ponto de vista patogenético, está classificada entre as anemias por "defeito da síntese de hemoglobina", a proteína que transporta oxigénio presente nos glóbulos vermelhos, embora a anemia seja em parte determinada pela hemólise esplénica. Os sintomas geralmente começam a aparecer entre os 5 e 6 meses de idade. Podem desenvolver-se vários problemas de saúde, tais como crises de dor, anemia, infecções bacterianas e acidentes vasculares cerebrais. Podem desenvolver-se dores crónicas à medida que a pessoa envelhece. A esperança média de vida nos países desenvolvidos varia entre os 40 e 60 anos.

A anemia falciforme ocorre quando a pessoa herda duas cópias anormais do gene de hemoglobina, um de cada progenitor. Existem vários subtipos, dependendo da mutação exata em cada gene de hemoglobina. Um ataque pode configurar-se por mudanças de temperaturas, stress ou desidratação em sítios de elevada altitude. Uma pessoa com uma só cópia anómala normalmente não apresenta sintomas e diz-se que possui um traço drepanocítico ou falcémico. Estas pessoas são também referidas como portadoras da doença. O diagnóstico é feito por um exame de sangue e alguns países examinam todos os bebés quando nascem. O diagnóstico pode também ser feito durante a gravidez.

O tratamento da pessoa com anemia falciforme pode incluir a prevenção a infecções através da vacinação e uso de antibióticos, uma elevada ingestão de líquidos, a suplementação de ácido fólico e fármacos analgésicos. Outras medidas podem incluir a transfusão de sangue e a prescrição de hidroxicarbamida (hidroxiureia). Um reduzido percentual de pessoas pode ser curado mediante um transplante de células da medula óssea.